O presente artigo tem como objetivo compreender a partir de conversas com quatro (04) professoras de uma creche pública, localizada no município Mairi, Bahia, como compreendem, reproduzem e (re)investem acerca das masculinidades. A pesquisa, de viés qualitativo, teve a sua empiria produzida a partir das conversas como dispositivo de pesquisa. Nas conversas realizadas buscamos compreender como as professoras percebiam e trabalhavam nos espaçostempos da Creche, a produção das masculinidades e feminilidades dos sujeitos socialmente definidos como meninos e meninas. De modo a ampliarmos o debate acerca das interfaces entre gênero, criança, infância e masculinidades, ancoramo-nos em autoras/es das temáticas em questão. Este mesmo arcabouço teórico foi utilizado para (des)tecer diálogos e análises com as conversas realizadas com as professoras. As conversas (não) finais da pesquisa, apontam para ideias hegemônicas de padronização e regulação da masculinidade, gênero e sexualidade, defendidas por uma naturalização biológica e um discurso binário de gênero, presentes nas experiências narradas. Com o estudo, percebemos a necessidade de formação/ões docente que trabalhem com as questões de gênero, sexualidade e outros marcadores sociais de modo plurais, demonstrando que os modos de (re)existências dos corpos-vidas são múltiplos e diversos, construídos em meio aos desafios e possibilidades.