O artigo analisa o contexto de sofrimento das mulheres e aponta equÃvocos em processos terapêuticos que excluem a variável de gênero dos critérios de diagnóstico. Nesse contexto, faz a crÃtica ao modelo hierárquico de cuidado, muito presente no âmbito religioso e nas clÃnicas de psicoterapia. Recorre à psicoterapia psicodramática e suas interpretações sobre o conceito de diagnóstico, bem como a sua crÃtica à interpretação patologizante dos conflitos e sofrimentos, à individualização do sofrimento e da cura, e à privatização das relações de cuidado. O resultado do texto é uma refl exão propositiva sobre um referencial de cuidado e acompanhamento psicoterapêutico e espiritual feminista.