O presente artigo busca contextualizar a criação do Arquivo Lésbico Brasileiro (ALB) inserindo-o num processo mais amplo de iniciativas coletivas de preservação da memória de comunidades e sujeitos dissidentes da norma, buscando visibilizar histórias antes marginalizadas. Por meio do reconhecimento da particularidade da existência lésbica no Brasil, destacamos o processo de constituição de acervos LGBTQIA+ ao longo das últimas décadas, na medida em que também discutimos as condições que permitiram que a memória desses grupos fosse acionada. Por último, debatemos sobre o processo de constituição do Arquivo Lésbico Brasileiro como rede e iniciativa coletiva, sinalizando a sua particularidade e relevância para a história lésbica.