Vivemos numa época marcada por mudanças nos contextos polÃtico, econômico, cultural e social em que, no Brasil, assistimos à retomada dos investimentos públicos na cultura. Essas mudanças, representadas especialmente pela revolução na produção e divulgação da informação, promoveram transformações também no imaginário coletivo e sinalizam um novo desafio para a implementação de polÃticas públicas de fomento à produção e ao acesso à cultura. Este artigo problematiza a adequação das polÃticas públicas a essa nova realidade. Salientamos que boas polÃticas públicas no âmbito da cultura precisam interseccionar dois campos da vida pública: o desenvolvimento estético e o ético, e destacamos a necessidade de proposição de polÃticas que incentivem experiências simbólicas capazes de reinventar o imaginário e que, em vez de reafirmarem desigualdades simbólicas, ofereçam aos sujeitos a oportunidade de se expressarem e se modificarem.