Kairós

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ISSN: 2357-9420/1807-5096
Editor Chefe: Dr. Renato Moreira de Abrantes
Início Publicação: 20/01/2004
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Ciência política, Área de Estudo: Educação, Área de Estudo: Filosofia, Área de Estudo: Psicologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Teologia, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Arte e artifício: a criação do homem artificial e seu sistema representativo no Leviatã de Thomas Hobbes

Ano: 2023 | Volume: 19 | Número: 2
Autores: H. L. da Silva
Autor Correspondente: H. L. da Silva | henriquecaute@gmail.com

Palavras-chave: Hobbes, arte, artifício, representação.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente texto tem por finalidade expor, segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes (1558-1679), a concepção da criação do homem artificial (o Estado) como fundamentação de sua teoria política na obra Leviatã, bem como sua concepção de representação. Entretanto, antes de adentrar nesse problema buscaremos seguir o itinerário que leva a necessidade da criação de um poder comum entre os homens. Para isso, se faz necessário entender qual o método hobbesiano para analisar a criação do homem natural e do homem artificial. Com efeito, será o método matemático, mais especificamente o geométrico, em que partirá tanto da análise, quanto também da síntese. Seguindo o estudo das sensações, Hobbes conclui que as sensações não representam as qualidades intrínsecas dos objetos. Na verdade, elas são produtos do movimento dos corpos. Essas sensações, por sua vez, expandem até o coração de modo a gerar as paixões. Hobbes explica quais as paixões que podem levar os homens à discórdia e também à guerra. Tendo em vista que, no estado de natureza, os homens podem vir a atacar seu semelhante por enxergá-lo como um perigo, há, então, a necessidade da criação de um poder regulador para conservar a paz. É nessa condição que temos a necessidade da transferência de parte do direito natural e a criação do homem artificial. Para articular a noção de homem artificial, buscamos compreender de que forma a teoria da representação pode ajudar a entendê-la.



Resumo Francês:

Le but de ce texte est d'exposer, selon le philosophe anglais Thomas Hobbes (1558-1679), la conception de la création de l'homme artificiel (l'État) comme fondement de sa théorie politique dans l'ouvrage Léviathan, ainsi que la conception de l'auteur de la représentation. Cependant, avant d'entrer dans ce problème, nous essayons de suivre l'itinéraire qui conduit à la nécessité de créer un pouvoir commun parmi les hommes. Pour cela, nous cherchons à comprendre ce qu'est la méthode hobbesienne pour analyser l'homme naturel et l'homme artificiel. En effet, ce sera la méthode mathématique, plus précisément la méthode géométrique, où elle partira à la fois de l'analyse et de la synthèse. Suite à l'étude des sensations, Hobbes conclut que les sensations ne représentent pas les qualités intrinsèques des objets. En fait, ce sont des produits du mouvement des corps qui provoquent une certaine sensation. Ces sensations, à leur tour, s'étendent jusqu'au cœur afin de générer des passions. Hobbes explique quelles passions peuvent conduire les hommes à la discorde et aussi à la guerre. Pour avoir gardé à l’esprit que, dans l’état de la nature, des hommes sont peut-être venus attaquer leur prochain pour le voir comme un danger, il est alors nécessaire de créer un pouvoir réglementaire pour préserver la paix. C'est dans cette condition que nous devons transférer une partie de la loi naturelle et la création de l'homme artificiel. Pour articuler cette notion d'homme artificiel, nous cherchons à comprendre comment la théorie de la représentation peut nous aider à la comprendre.