A violência sexual contra a mulher constitui-se como um grave problema de saúde pública e uma expressiva violação dos direitos humanos, com repercussões significativas na saúde física, psicológica e social das vítimas. Este estudo teve como objetivo analisar a assistência à mulher vítima de violência sexual no âmbito da rede de saúde, destacando os principais conceitos, o perfil epidemiológico no Brasil, as políticas públicas e os marcos legais de enfrentamento, bem como a atuação da equipe multiprofissional nesse contexto. Trata-se de uma pesquisa de caráter teórico, baseada em revisão da literatura, realizada a partir da análise de produções científicas, documentos oficiais e legislações pertinentes ao tema. Os resultados evidenciam que a violência sexual atinge majoritariamente mulheres jovens, negras e em situação de vulnerabilidade socioeconômica, sendo a subnotificação um dos principais entraves para a real dimensão do problema. Observou-se que, apesar dos avanços normativos e institucionais, persistem desafios relacionados à fragmentação do cuidado, à insuficiente articulação intersetorial e à necessidade de capacitação contínua dos profissionais de saúde. Conclui-se que o fortalecimento da rede de atenção à saúde, aliado a práticas humanizadas, interdisciplinares e intersetoriais, é fundamental para garantir uma assistência integral, qualificada e comprometida com a dignidade e os direitos das mulheres em situação de violência sexual.