Neste trabalho, analisamos a hibridização de um trecho do livro O rio do meio com a canção “Pra rua me levarâ€. Retomando a noção de canção-poema, objetivamos mostrar a possÃvel emergência do gênero canção polifônica na interpretação de Maria Bethânia. Formam parte do quadro teórico-metodológico os modos de organização do discurso e os estudos sobre narrativa de vida. As análises revelam uma mobilização particular de estratégias descritivas e narrativas, instauradas no discurso, atribuÃdas ao enunciador da canção polifônica que ressignifica representações e opiniões de outros enunciadores, reforçando a hipótese dessa hibridização ser um possÃvel gênero emergente.