Bonecas, Esta Cidade é Quadrada

Cadernos de Gênero e Diversidade

Endereço:
Universidade Federal da Bahia | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas | Grupo de Estudos Feministas em Política e Educação - Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
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Telefone: (71) 98482-6446
ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Bonecas, Esta Cidade é Quadrada

Ano: 2021 | Volume: 7 | Número: 4
Autores: R. M. Santos
Autor Correspondente: R. M. Santos | rosanamaria.history@gmail.com

Palavras-chave: Carnaval, Recife, Travestis

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

As décadas de 1950 e 1970 são marcadas por acontecimentos e normativas, segundo a historiografia que analisa o Carnaval do Recife. Nesta época, organizar o reinado de Momo tornou-se uma prioridade política, pois os administradores julgavam necessário criar políticas públicas capazes de solucionar uma questão que há décadas era destaque nos periódicos da cidade: ‘salvar o Carnaval do Recife da decadência’.  Na tentativa de organizar a festa, portarias e legislações foram criadas para proibir as práticas consideradas subversivas, dentre elas a participação das travestis, que estavam presentes em muitas agremiações carnavalescas. No ano 1970 uma resolução da Secretaria de Segurança Pública (SSP/PE) proibiu que as travestis e homossexuais fossem vistos nas ruas durante o Carnaval do Recife. No entanto, a resistência das travestis pode ser vista e problematizada na historiografia e nos periódicos da cidade. Neste sentido, a pesquisa analisou a perseguição às travestis no reinado de Momo, ressaltando também suas resistências a qualquer tipo de norma ou proibição.