O colesterol é um esteroide natural fundamental para o funcionamento do organismo humano, atuando na formação das membranas celulares, na síntese de hormônios esteroides, vitamina D e ácidos biliares. Apesar de sua relevância biológica, o colesterol foi historicamente estigmatizado como um fator exclusivamente nocivo à saúde, especialmente no contexto das doenças cardiovasculares. Este artigo busca discutir, com base em evidências científicas atualizadas, os mitos e verdades relacionados ao colesterol, analisando suas diferentes formas, funções e os impactos do seu desequilíbrio metabólico. Destaca-se a importância da distinção entre as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e alta densidade (HDL), responsáveis pelo transporte do colesterol no plasma. Enquanto o LDL, quando em excesso, está associado à formação de placas ateroscleróticas, o HDL exerce papel protetor. Também são abordados os fatores que influenciam os níveis de colesterol no sangue, como predisposição genética, hábitos alimentares, sedentarismo e presença de comorbidades. A análise crítica do tema evidencia que o colesterol não pode ser considerado unicamente um “vilão”, mas sim uma molécula essencial que se torna prejudicial apenas em situações de desequilíbrio. O trabalho conclui que a abordagem clínica deve ser individualizada e multidisciplinar, considerando o risco cardiovascular global e promovendo estratégias de educação em saúde, prevenção e tratamento. Assim, compreender o verdadeiro papel do colesterol é fundamental para uma conduta mais consciente, tanto na prática médica quanto na adoção de hábitos de vida saudáveis pela população.