O presente artigo analisa o comportamento pró-ambiental e a gestão ambiental a partir dos fundamentos da Psicologia Ambiental, enfatizando a necessidade de incorporação da inclusão social, da acessibilidade comunicacional e da justiça socioambiental nas políticas públicas ambientais. Partindo da compreensão da interação pessoa-ambiente como eixo estruturante da Psicologia Ambiental, discute-se como valores, atitudes, normas sociais e contextos institucionais influenciam a adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis. O estudo destaca que barreiras comunicacionais e desigualdades estruturais limitam o acesso à informação, à educação ambiental e à participação social de pessoas surdas, comprometendo seu engajamento pró-ambiental e o exercício da cidadania ecológica. A análise evidencia que a gestão ambiental inclusiva e a governança democrática constituem condições indispensáveis para a efetividade das políticas ambientais, uma vez que promovem a equidade na distribuição de riscos e benefícios ambientais e ampliam a legitimidade dos processos decisórios. Conclui-se que a integração entre Psicologia Ambiental, educação ambiental inclusiva, acessibilidade comunicacional e justiça socioambiental é fundamental para a construção de sociedades sustentáveis, nas quais a proteção ambiental esteja indissociavelmente vinculada à promoção dos direitos humanos e da inclusão social.