Comunidades de atingidos, o comum e o dom expandido

Revista Galáxia

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ISSN: 1519311X
Editor Chefe: José Luiz Aidar Prado
Início Publicação: 31/05/2001
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Comunicação

Comunidades de atingidos, o comum e o dom expandido

Ano: 2011 | Volume: 11 | Número: 21
Autores: A. Lafuente, A. C. Jiménez
Autor Correspondente: A. C. Jiménez | alberto.corsin-jimenez@cchs.csic.es

Palavras-chave: economia do dom, dom expandido, comunidade de atingidos, Mauss, tecnologias do dom.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo examina a relação entre a tecnologia e os bens comuns e, a partir daí, propõe uma nova valência para o comum. O novo comum deve ser entendido como uma economia do dom que assiste, a cada novo ciclo de relações assimétricas, ao surgimento de uma questão que preocupa uma comunidade de afeto ou de atingidos. A economia do dom expandido retém a produtividade conceitual da famosa teoria do dom de Marcel Mauss, mas é adaptada a um mundo em que quem doa e quem recebe tendem a permanecer anônimos e as expectativas de retribuição, indefinidas. Finalmente, o artigo defende a noção de um dom expandido, cuja economia de reciprocidade possa, em um único gesto, fazer aparecer novas formas de comunidade e inaugurar protocolos inovadores de mobilização social.



Resumo Inglês:

Affected communities, the ordinary and the expanded gift. The article investigates the relationship between technology and ordinary goods in order to propose a new valence for the ordinary. The new ordinary should be understood as a gift economy that witnesses, within every new cycle of asymmetrical relations, the rise of a matter that regards a community of shared affections, or affected community. The expanded gift economy retains the conceptual productivity of Marcel Mauss’s famous theory about the gift, except that it is adapted to a world in which giver and receiver tend to remain anonymous, and the retribution expectations, undefined. At long last, the article argues for a notion of an expanded gift, whose reciprocity economy may - in a single gesture - make appear new forms of community and launch innovative social mobilization protocols.