O presente artigo tem como objetivo realizar uma reflexão teórica sobre o cuidado em saúde no âmbito do Processo Transexualizador. Uma vez que o acesso a este serviço foi concebido numa lógica patologizante, diversas discussões têm sido promovidas pela academia e por movimentos sociais. Os debates têm contribuído para a retirada da imposição de um diagnóstico para a transexualidade, a fim de que a dimensão do cuidado seja efetivamente posta em prática. Tendo em vista a disputa de narrativas que tem se estabelecido nesse contexto, destacamos dois elementos que imprimem efeitos significativos nas dinâmicas de cuidado: a pessoa para quem é dirigido o cuidado e a relação profissional de cuidado. Propomos, em conclusão, que a efetivação da lógica do cuidado deve levar em consideração o respeito às singularidades, a atenção humanizada e a promoção da cidadania das identidades trans.