O livro resenhado exibe as trajetórias de luta, memória e afeto construídas por mulheres quilombolas na defesa de seus territórios e modos de vida. Em Devir quilomba, Mariléa de Almeida entrelaça reflexões teóricas, relatos de vida e vivências comunitárias para pensar o quilombo como espaço de resistência coletiva e criação política. A autora mostra como o cuidado, a ancestralidade e a escuta se tornam fundamentos éticos de uma prática cotidiana que desafia a lógica colonial, ressignificando o direito, o território e a própria existência a partir das experiências das mulheres negras.