Este estudo teve como objetivo explorar a associação entre gênero e sofrimento psíquico feminino ao longo da história, em um contexto marcado pela institucionalização da loucura e pela perda da autonomia das mulheres. A partir de uma revisão bibliográfica narrativa, foram elaboradas duas categorias principais: I) As Mulheres na História da Loucura: a historicidade do sofrimento psíquico; e II) Relações Sociais de Gênero e suas Interseccionalidades como propulsores do sofrimento psíquico. Os resultados indicaram que a relação entre gênero e sofrimento psíquico é complexa e multifacetada, sendo que as mulheres têm sido historicamente subjugadas e oprimidas em relação aos homens, o que tem implicações diretas em sua saúde mental. O estudo destacou a importância de se considerar as perspectivas de gênero na construção de um corpo teórico capaz de contribuir para a prática dos profissionais das áreas da saúde mental e serviços sociais, além de problematizar o conceito de gênero e suas interseccionalidades como ferramentas de análise emancipatória das minorias, condicionados diretamente ao sofrimento psíquico. Essas considerações são relevantes para a compreensão e abordagem do sofrimento psíquico feminino em diferentes contextos sociais e históricos.