CRIANÇAS COM SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE PELO VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO PÓS-PANDEMIA

Arquivos de Ciências da Saúde da Unipar

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ISSN: 1982-114X
Editor Chefe: Nelton Anderson Bespalez Corrêa
Início Publicação: 31/01/1997
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde

CRIANÇAS COM SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE PELO VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO PÓS-PANDEMIA

Ano: 2026 | Volume: 30 | Número: 2
Autores: Marcelly Vitória do Carmo Silva, Gabrieli Patricio Rissi, Beatriz Sousa da Fonseca, Laura de Souza Luiz, Heloiza Farias Caparroz, Maria de Fátima Garcia Lopes Merino
Autor Correspondente: Gabrieli Patricio Rissi | gabrielirissi@gmail.com

Palavras-chave: Síndrome Respiratória Aguda Grave, Criança, Lactente, Perfil Epidemiológico, COVID-19, Severe Acute Respiratory Syndrome, Child, Infant, Epidemiological Profile, COVID-19, Síndrome Respiratorio Agudo Grave, Niño, Lactante, Perfil de Salud, COVID-19

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Objetivo: Analisar o perfil clínico-epidemiológico de crianças internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo Vírus Sincicial Respiratório em período pós-pandemia. Metodologia: Estudo descritivo, documental, transversal e de abordagem quantitativa. Foram analisados dados das fichas de notificação individual e registros de prontuários de crianças, de 0 a 9 anos, internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave por Vírus Sincicial Respiratório em um hospital universitário do noroeste do Paraná, nos setores de internamento pediátrico e Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. A coleta de dados ocorreu entre dezembro de 2023 e maio de 2024, abrangendo internações de janeiro a dezembro de 2023. Os dados foram tabulados no Microsoft Excel 2021 e analisados com o software RStudio, versão 4.1.3, utilizando estatística descritiva simples. Resultados: Dentre os 95 prontuários analisados, crianças entre 28 e 364 dias foram mais afetadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (67,4%), especialmente do sexo masculino (61,1%) e da raça/cor branca (73,7%). A infecção comunitária foi a mais frequente (95,8%), com elevada necessidade de suporte ventilatório (86,3%) e não invasivo (70,5%). O período de maior prevalência se concentrou entre março (25,2%) e abril (27,3%). Conclusão: A infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório permanece relevante no contexto pediátrico pós-pandemia, especialmente em populações vulneráveis. Crianças menores de um ano apresentaram maior ocorrência de internação em Unidade de Terapia Intensiva, com uso de suporte ventilatório não invasivo, indicando maior vulnerabilidade nesse grupo etário. Destaca-se a importância de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e manejo adequado para reduzir complicações e óbitos.



Resumo Inglês:

Aim: To analyze the clinical and epidemiological profile of children hospitalized with Severe Acute Respiratory Syndrome due to Respiratory Syncytial Virus in the post-pandemic period. Methodology: Descriptive, documentary, cross-sectional study with a quantitative approach. Data from individual notification forms and medical records of children aged 0 to 9 years hospitalized with Severe Acute Respiratory Syndrome due to Respiratory Syncytial Virus in a university hospital in northwestern Paraná, in the pediatric hospitalization and Pediatric Intensive Care Unit sectors, were analyzed. Data collection took place between December 2023 and May 2024, covering hospitalizations from January to December 2023. The data were tabulated in Microsoft Excel 2021 and analyzed with the RStudio software, version 4.1.3, using descriptive statistics. Results: Among the 95 medical records analyzed, children between 28 and 364 days old were most affected by Respiratory Syncytial Virus (67.4%), especially males (61.1%) and white (73.7%). Community-acquired infection was the most frequent (95.8%), with a high need for ventilatory (86.3%) and non-invasive (70.5%) support. The period of highest prevalence was concentrated between March (25.2%) and April (27.3%). Conclusion: Respiratory Syncytial Virus infection remains relevant in the post-pandemic pediatric context, especially in vulnerable populations. Children under one year of age had a higher occurrence of admission to the Intensive Care Unit, with the use of non-invasive ventilatory support, indicating greater vulnerability in this age group. The importance of prevention strategies, early diagnosis, and appropriate management to reduce complications and deaths is highlighted.



Resumo Espanhol:

Objetivo: Analizar el perfil clínico y epidemiológico de los niños hospitalizados con Síndrome Respiratorio Agudo Severo por Virus Respiratorio Sincitial en el período pospandémico. Metodología: Estudio descriptivo, documental, transversal con enfoque cuantitativo. Se analizaron los datos de las hojas de notificación individual y de las historias clínicas de niños de 0 a 9 años hospitalizados con Síndrome Respiratorio Agudo Severo por Virus Respiratorio Sincitial en un hospital universitario del noroeste de Paraná, en los sectores de hospitalización pediátrica y Unidad de Cuidados Intensivos Pediátricos. La recolección de datos se realizó entre diciembre de 2023 y mayo de 2024, abarcando las hospitalizaciones de enero a diciembre de 2023. Los datos se tabularon en Microsoft Excel 2021 y se analizaron con el software RStudio, versión 4.1.3, mediante estadística descriptiva. Resultados: Entre los 95 historiales médicos analizados, los niños de entre 28 y 364 días fueron los más afectados por el Virus Respiratorio Sincitial (67,4%), especialmente los varones (61,1%) y los blancos (73,7%). La infección adquirida por la comunidad fue la más frecuente (95,8%), con una alta necesidad de soporte ventilatorio (86,3%) y no invasivo (70,5%). El periodo de mayor prevalencia se concentró entre marzo (25,2%) y abril (27,3%). Conclusión: La infección por el virus respiratorio sincitial sigue siendo relevante en el contexto pediátrico pospandémico, especialmente en poblaciones vulnerables. Los niños menores de un año tuvieron una mayor frecuencia de ingreso en la Unidad de Cuidados Intensivos, con el uso de soporte ventilatorio no invasivo, lo que indica una mayor vulnerabilidad en este grupo de edad. Se destaca la importancia de las estrategias de prevención, el diagnóstico precoz y el manejo adecuado para reducir complicaciones y muertes.