O presente artigo tem como função levantar e analisar os poemas que compuseram a correspondência em verso travada, em 1849, entre os escritores Maria da Felicidade do Couto Browne e Camilo Castelo Branco nas páginas d’O Nacional. Algumas das peças desse diálogo estão presentes nas obras publicadas por ambos, surpreendentemente, outras ainda jaziam esquecidas nas páginas do importante periódico portuense. Nas proximidades das comemorações do bicentenário de Camilo, recuperar e analisar essa troca parece ser de total relevância não apenas devido ao seu valor documental e histórico, mas sobretudo pela sua importância para a compreensão da atmosfera cultural e artística que, certamente, influenciou a produção de um dos maiores nomes da Literatura Portuguesa. Essa também é uma possibilidade de retomar e dar visibilidade à obra de Maria Browne, incontornável para esse processo.
The purpose of this article is to survey and analyze the poems that made up the verse correspondence conducted, in 1849, between the writers Maria da Felicidade do Couto Browne and Camilo Castelo Branco in the pages of O Nacional. Some of the pieces of this dialogue are present in the works published by both, surprisingly, others were still forgotten in the pages of the important Porto periodical. In the proximity of the commemorations of Camilo’s bicentenary, recovering and analyzing this exchange seems to be of total relevance not only due to its documentary and historical value, but above all because of its importance for understanding the cultural and artistic atmosphere that certainly influenced the production of one of the biggest names in Portuguese Literature. This is also a possibility of resuming and giving visibility to Maria Browne’s work, which is essential for this process.