O presente artigo analisa os desafios para combater a adultização precoce no Brasil, entendida como a antecipação de papéis, responsabilidades e comportamentos adultos atribuídos a crianças em processo de desenvolvimento. O estudo tem como objetivo identificar os fatores que alimentam esse fenômeno e discutir suas consequências para a infância e para a sociedade. A metodologia adotada foi qualitativa e bibliográfica, com base em autores clássicos e contemporâneos da sociologia, psicologia e educação, além de documentos legais e relatórios institucionais. A análise revelou que a adultização resulta da convergência entre heranças culturais, pressões midiáticas e lógicas de consumo, somadas às desigualdades socioeconômicas que perpetuam o trabalho precoce. Conclui-se que o enfrentamento da problemática exige políticas públicas consistentes, regulação mais rigorosa da publicidade, fortalecimento da escola como espaço de proteção e a reafirmação da infância como direito fundamental.