O presente trabalho visa analisar como a infância é produzida a partir de uma lógica escolar disciplinar, para torná-la útil, dócil e obediente. No entanto, as crianças conseguem negociar diante desse poder, com a possibilidade de tornarem-se protagonistas dos seus próprios direitos. Acionaremos Ariès (2014), Bujes (2010), Corazza (1998, 2002), Foucault (1971, 1979, 2010), Postman (2011), e outros/as autores/as cujas contribuições foram fundamentais para o debate deste trabalho. O método utilizado foi a etnografia pós-moderna (CLIFFORD, 2016), que permitiu uma escrita sensível sobre os espaços, tempos e sujeitos que contribuíram para a pesquisa. Como resultado, defendemos que a educação enquanto direito, voltada para a cidadania e a democracia, deve necessariamente trabalhar questões como diálogo, escuta sensível, fala ativa, criatividade, expressão, movimento e tantos outros aspectos que permitam a livre manifestação infantil.
The current paper aims to analyze how childhood is produced from a disciplinary school logic to make it useful, docile and obedient. However, children manage to negotiate in the face of this power, with the possibility of becoming protagonists of their own rights. We’ll drive Ariès (2014), Bujes (2010), Corazza (1998,2002), Foucault (1971,2010), and other authors whose contributions were fundamental to the debate about this paper. The method used was the postmodern ethnography (CLIFFORD, 2016), that allowed a sensitive writing about the spaces, times and subjects that contributed to the research. As a result, we defend that education as a right, focused on citizenship and democracy, it must necessarily work propositions such as dialogue, sensitive lis tening, active speech, creativity, expression, movementand so many other aspects that allow children's free expression.