Educação, currículo e os sujeitos LGBTQIA+

Cadernos de Gênero e Diversidade

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Universidade Federal da Bahia | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas | Grupo de Estudos Feministas em Política e Educação - Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Educação, currículo e os sujeitos LGBTQIA+

Ano: 2025 | Volume: 11 | Número: 1
Autores: J. W. M. Vieira, R. C. M. Leite
Autor Correspondente: J. W. M. Vieira | wkrmoraes@gmail.com

Palavras-chave: Sexualidade, Subjetividade, Conservadorismo, Dispositivo da sexualidade, Normatividade

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente ensaio teórico-reflexivo apresenta uma construção teórica em torno do eixo de corpos, sexos, gêneros e sexualidades no currículo, explorando as forças e formas interligadas que atuam sobre esses eixos a partir dos movimentos sociais e políticos. Nosso objetivo é refletir sobre as formas de regulação discursiva de corpos, sexos, gêneros e sexualidades nos contextos políticos e curriculares, considerando as demandas sociais contemporâneas. Inicialmente, discutimos o papel do Estado brasileiro, por meio de suas instâncias de poder, na normalização dos indivíduos LGBTQIA+, oscilando entre políticas públicas conservadoras e progressistas que buscam definir um sujeito legítimo de direitos. Em seguida, analisamos o currículo escolar como um dispositivo que, ao mesmo tempo em que disciplina e normatiza, pode oferecer escapes às forças que atuam na pedagogização dos corpos, sexos, gêneros e sexualidades. Nessa análise, exploramos como os conhecimentos especializados modelam a participação social dos sujeitos, mas também destacamos as potencialidades do currículo para além das normatizações, entendendo-o como uma potência capaz de promover a vida no processo educativo. Ao rejeitar as concepções de abjeção e questionar os modos de produção de subjetividades e normalidades, propomos que o currículo pode ser um espaço de resistência e transformação, onde as diferenças são acolhidas e as desigualdades são desafiadas. Por fim, refletimos sobre as tensões entre as forças conservadoras e progressistas, evidenciando como o currículo, embora frequentemente utilizado como instrumento de controle, também pode ser um campo fértil para a emergência de práticas pedagógicas inclusivas e pluralistas.