A educação para a Diversidade em busca de uma apreensão intercultural da Surdez

Cadernos de Gênero e Diversidade

Endereço:
Universidade Federal da Bahia | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas | Grupo de Estudos Feministas em Política e Educação - Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
Salvador / BA
40240730
Site: https://portalseer.ufba.br/index.php/cadgendiv/index
Telefone: (71) 98482-6446
ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

A educação para a Diversidade em busca de uma apreensão intercultural da Surdez

Ano: 2018 | Volume: 4 | Número: 3
Autores: P. Ramos, E. M. Costa-Fernandez
Autor Correspondente: P. Ramos | phagnerramos@hotmail.com

Palavras-chave: educação-inclusiva, Surdez, Ouvintismo, interculturalidade

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo é um recorte de uma dissertação de mestrado que objetiva compreender as tensões entre a criação de uma categoria identitária cultural para a Surdez e o discurso Ouvintista hegemônico, em suas rachaduras, resistências e perspectivas. De metodologia qualitativa, a pesquisa favorece a (re) construção discursiva da trajetória da Surdez (com S maiúsculo) e do Ouvintismo, através da mídia, das Políticas Públicas Educacionais e da história de membros das comunidades ouvintes e surdas pernambucanas. Considerando que ao longo da história, a sociedade ouvinte dominante ao definir políticas educacionais enquadrou, a partir unicamente de seu ponto de vista, os sujeitos Surdos em identidades (surdo-mudo, surdo, deficiente auditivo, excepcional, especial), o fortalecimento de uma reinvindicação identitária germinada pelos próprios sujeitos da Surdez, em oposição ao discurso Ouvintista, cria um tensionamento discursivo. Cabendo, portanto, a pergunta: como a escola e a sociedade estão lidando com isso? Este artigo vai se focar na análise das origens teórico epistemológicas destes termos, enfatizando que suas escolhas, mais do que aleatórias, correspondem a enquadramentos ideológicos definidos. Convencidos da inescapabilidade dos mecanismos de opressão de uma postura identitária, postura própria da pós-modernidade, espera-se que as políticas educacionais identitárias calcadas no princípio da diversidade, sejam suficientemente operantes para diminuírem as opressões sociais, além de definirem novos começos. Com o cuidado de privilegiar uma apreensão intercultural da diversidade, postula-se a necessidade de permanecermos atentos para a construção de diálogos, acolhendo a diversidade das vozes e prevenindo a reprodução de antigas discriminações.