Empoderamento e tecnofeminismo na arte

Cadernos de Gênero e Diversidade

Endereço:
Universidade Federal da Bahia | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas | Grupo de Estudos Feministas em Política e Educação - Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
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Site: https://portalseer.ufba.br/index.php/cadgendiv/index
Telefone: (71) 98482-6446
ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Empoderamento e tecnofeminismo na arte

Ano: 2024 | Volume: 10 | Número: 2
Autores: I. L. Schlindwein
Autor Correspondente: I. L. Schlindwein | izabela.liz80@gmail.com

Palavras-chave: Empoderamento, Tecnofeminismo, Arte

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Re_selfing ou “reinvenção de si” é uma instalação que tece relações entre o processo de gestar e as  matérias elementares das mídias audiovisuais: som e luz. A imagem que ilustra a capa desta edição - ao contrário do que se possa pensar - não é só um trabalho “sobre si”, no caso sobre Graziele Lautenschlaeger, como também um trabalho “sobre todas”. Como ela mesma revela nesta entrevista para a Cadernos Gênero e Diversidade. A mensagem é remetida tanto para um empoderamento da própria artista (ou outras artistas) quanto também da espectadora. Esta experiência artística busca unir aspectos biológicos e tecnológicos - aqui tecnologia entendida como “técnica” - com efeitos sociais. Ressignificando arquétipos da maternidade que todas guardamos nas mais diferentes sociedades e reproduzimos de forma inconsciente de geração em geração. A obra nos convida a repensar de forma corajosa: qual é o inconsciente coletivo que nos cerca ou aprisiona? Modelos universais e primitivos do Anima que nos visitam nas diferentes fases do “ser mulher”? O trabalho ainda inspira uma séria reflexão sobre a invisibilidade da maternidade na Arte e na Ciência, derivada também da separação entre público e privado. E é a partir desta integralidade que criadora e criatura se unem em um novo movimento pela arte - vista aqui de forma íntima / psíquica e também pública / global. Para a Sociologia, muito a ver com o não-humano de Bruno Latour. Para os Estudos Feministas, muito a ver com a tecnociência de Donna Haraway. Após o momento de fruição da obra, convidamos a todas para ler a entrevista sobre os processos de criação, refletindo sobre as abordagens pós-humanas e para os novos conceitos de família. Esta rede (“neural”, por assim dizer) está aberta a novos impulsos. Acesse: grazielelautenschlaeger.com