Este artigo investiga as práticas cotidianas de diretoras escolares no Brasil e Portugal, analisando como elas traduzem, interpretam e ressignificam políticas educacionais (Ball; Maguire; Braun, 2016) por meio de “artes de fazer” (Certeau, 2014). Partindo da concepção de feminização do magistério, o estudo examina as táticas empregadas pelas gestoras para negociar, adaptar e ressignificar diretrizes institucionais. A pesquisa, de natureza qualitativa, utiliza-se de narrativas para revelar como essas profissionais transformam constrangimentos em possibilidades e demonstra que a gestão democrática, ancorada na participação e equidade, constrói-se na mediação criativa entre estratégias institucionais e realidades locais. Os resultados preliminares evidenciam que a efetiva implementação de políticas depende da mediação criativa exercida pelas diretoras no cotidiano escolar, superando visões normativas da gestão educacional.
This article investigates the daily practices of female school principals in Brazil and Portugal, analyzing how they translate, interpret, and reframe educational policies (Ball; Maguire; Braun, 2016) through “arts of doing” (Certeau, 2014). Starting from the concept of the feminization of the teaching profession, the study examines the tactics employed by these managers to negotiate, adapt, and reframe institutional directives. The qualitative research uses narratives to reveal how these professionals transform constraints into possibilities and demonstrates that democratic management, anchored in participation and equity, is built through creative mediation between institutional strategies and local realities. The preliminary results show that the effective implementation of policies depends on the creative mediation exercised by principals in the school daily life, overcoming normative views of educational management.
Este artículo investiga las prácticas cotidianas de directoras escolares en Brasil y Portugal, analizando cómo traducen, interpretan y resignifican las políticas educativas (Ball; Maguire; Braun, 2016) a través de “artes de hacer” (Certeau, 2014). Partiendo de la concepción de feminización de la profesión docente, el estudio examina las tácticas empleadas por las gestoras para negociar, adaptar y resignificar directrices institucionales. La investigación, de naturaleza cualitativa, utiliza narrativas para revelar cómo estas profesionales transforman limitaciones en posibilidades y demuestra que la gestión democrática, anclada en la participación y equidad, se construye en la mediación creativa entre estrategias institucionales y realidades locales. Los resultados preliminares evidencian que la implementación efectiva de políticas depende de la mediación creativa ejercida por las directoras en el cotidiano escolar, superando visiones normativas de la gestión educativa.