ENTRE O CUIDADO E A EXAUSTÃO: ANÁLISE DO ESTRESSE E DA QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DA ESF

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ISSN: 18086136
Editor Chefe: Arthur Zanuti Franklin
Início Publicação: 30/06/2011
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias, Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Engenharias, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

ENTRE O CUIDADO E A EXAUSTÃO: ANÁLISE DO ESTRESSE E DA QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DA ESF

Ano: 2025 | Volume: 23 | Número: 4
Autores: Gianna Karla Gomes Coelho Guimarães, Hugo Heringer Brandão, Júlia Louback Silva, Maria Eduarda Huebra Rodrigues, Maria Eduarda Rodrigues Hott, Maria Luiza De Souza Ramos, Thiara Guimarães Heleno De Oliveira Pôncio
Autor Correspondente: Gianna Karla Gomes Coelho Guimarães | 2210310@sempre.unifacig.edu.br

Palavras-chave: ESF, Qualidade de vida, Saúde, Atenção primária

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este estudo analisou o estresse ocupacional e a qualidade de vida de 61 profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) na região do Caparaó/MG, considerando aspectos estruturais e subjetivos do trabalho na Atenção Primária à Saúde. Utilizando o WHOQOL-BREF e o Job Stress Scale (JSS), identificou-se qualidade de vida moderada a boa, com destaque positivo para o domínio “relações sociais” (70%), evidenciando o papel protetivo do apoio interpessoal. O menor escore foi no domínio “psicológico” (62,5%), revelando vulnerabilidade à saúde mental. A avaliação do estresse mostrou que 45% atuam em “trabalho ativo” (alta demanda e alto controle), o que permite certa autonomia na gestão das tarefas, enquanto 30% estão em “alto estresse” (alta demanda e baixo controle), cenário crítico para desgaste emocional. O apoio social foi elevado para 70% dos participantes, funcionando como fator moderador frente às exigências laborais. Apesar da resiliência observada, a sobrecarga e as limitações estruturais indicam a necessidade de políticas institucionais que equilibrem demanda e autonomia, ampliem o suporte psicossocial e promovam condições de trabalho mais saudáveis. Conclui-se que a sustentabilidade da ESF e a qualidade da assistência dependem do investimento contínuo na valorização profissional, educação permanente e fortalecimento das redes de apoio, alinhando-se aos princípios de integralidade, equidade e humanização do SUS.