Muitos certamente questionarão e julgarão desnecessário tecer algumas considerações curiosas acerca do livro “Bantos2, Malês e Identidade Negra”, olhando pela sua data de primeira publicação em 1988, data coincidente com a promulgação da Constituição da República Democrática no Brasil, que, de entre várias inovações, garante “proteção às manifestações das culturas [...] indígenas e afro-brasileiras ... portadores de referências à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira” (2021, p.202). Ademais, a atualização que o autor Nei Lopes faz nesta 4ª edição, no último tópico do livro “Identidade negra” revelam o quão é pertinente promover ações que se contrapõem ao mito da democracia racial que caracterizou o Brasil no processo de formação da sua sociedade.