Esse texto procura trazer algumas reflexões e dados estatísticos acerca da presença de mulheres na ciência no Brasil, tanto no que se refere ao número de matrículas, cursos mais escolhidos e o quantitativo de mulheres concluintes. Para a construção dos dados estatísticos foram utilizadas informações disponibilizadas pelo site IBGE. A carência de dados oficiais relacionados com a questão da interseccionalidade de gênero e raça dificultou o levantamento de algumas dessas informações, porém não impediu uma análise inicial. Por fim o texto traz algumas questões a serem consideradas, como a necessidade de mais demandas censitárias, no sentido de tentar promover políticas públicas voltadas para o ingresso e permanência de mulheres, sobretudo mulheres negras e pobres, nas IES, principalmente em cursos de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics).