Impacto da educação em saúde na adesão ao tratamento de doenças crônicas

Revista OWL (OWL Journal)

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Impacto da educação em saúde na adesão ao tratamento de doenças crônicas

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 1
Autores: Maria Luiza Amaral Souza, Taís Souza Faria, Elisa Maestrini Bruno, Giovana Bastos Magalhães, Rafael Pinto Viana, Ana Carolina Santana dos Santos, Lívia Accioly Rosa, Thaís Adriane Santos Lemos, Vítor Ângelo Silva, Carolina Mattos Lindgren Alves, Fábio Vinícius Rocha
Autor Correspondente: Maria Luiza Amaral Souza | contato@revistaowl.com.br

Palavras-chave: Educação em Saúde, Adesão ao Tratamento, Doenças Crônicas, Literacia em Saúde

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis representam a principal carga de morbimortalidade global, com taxas de não adesão à farmacoterapia de longo prazo próximas a 50% nos países desenvolvidos, sendo a literacia em saúde um determinante central para a autogestão e adesão terapêutica. Objetivo: Sistematizar e analisar criticamente as evidências sobre o impacto da educação em saúde na adesão ao tratamento de doenças crônicas, examinando fundamentos teóricos, estratégias e modalidades empregadas, efetividade e desafios para implementação clínica. Metodologia: Revisão narrativa da literatura com busca na PubMed/MEDLINE utilizando descritores MeSH e termos textuais sobre educação em saúde, adesão e doenças crônicas. Foram identificados 3.862 artigos iniciais, refinados para 227 após aplicação de filtros para meta-análises, ensaios clínicos randomizados, revisões e revisões sistemáticas em humanos nos últimos 5 anos, com seleção baseada em aderência temática, qualidade metodológica e relevância. Resultados: A educação em saúde demonstra eficácia consistente na melhoria da adesão em diabetes, hipertensão, DPOC, insuficiência cardíaca e doença renal crônica. Intervenções com múltiplas estratégias, métodos interativos como teach-back, abordagens personalizadas e tecnologias digitais (telemedicina, aplicativos móveis, agentes conversacionais e modelos de linguagem) mostraram-se promissoras. Barreiras incluem literacia limitada, multimorbidade e restrições de recursos; facilitadores abrangem suporte social, programas estruturados e atuação de enfermeiros e farmacêuticos. Estima-se que 3.482 estudos foram analisados em revisão de escopo sobre barreiras e facilitadores. Conclusão: A educação em saúde é intervenção central e eficaz para adesão terapêutica, cujo êxito decorre de processo sistemático de avaliação do paciente, seleção de estratégias pedagógicas, monitoramento e ajuste dinâmico. Persistem heterogeneidade metodológica, escassez de estudos em países de baixa e média renda e defasagem entre inovação tecnológica e evidências de longo prazo. Recomendam-se ensaios pragmáticos, estudos de implementação, análises econômicas e métricas padronizadas.