Implicações geopolíticas da criação da segunda esquadra da Marinha do Brasil

Revista da Escola de Guerra Naval

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ISSN: 1809-3191
Editor Chefe: Walter Maurício Costa de Miranda
Início Publicação: 30/09/1968
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Implicações geopolíticas da criação da segunda esquadra da Marinha do Brasil

Ano: 2025 | Volume: 31 | Número: 1
Autores: Esley Rodrigues de Jesus Teixeira
Autor Correspondente: Esley Rodrigues de Jesus Teixeira | esley.rodrigues@outlook.com.br

Palavras-chave: Marinha do Brasil, história naval, geopolítica

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Quando de sua criação em 1822, a Armada Imperial dedicou-se à expulsão dos portugueses de nosso território, logo migrando suas tarefas para a defesa do comércio de cabotagem, o apresamento de navios imbuídos do tráfico negreiro, e a imposição das leis e do poder do governo central de São Cristóvão. Com o passar do tempo, as dificuldades políticas do Sul impuseram a criação de três estações para patrulha e uma divisão naval com a tarefa de garantir a supremacia marítima nas águas meridionais e do Prata. No período republicano, a Marinha evoluiu tecnologicamente e doutrinariamente, mantendo acesa a vocação de controlar as águas litorâneas e do Atlântico Central e Sul, dividindo suas três antigas estações navais em nove distritos vocacionados a tarefas específicas e mais voltadas à inspeção do tráfego aquaviário. A necessidade de criação de sede complementar à Esquadra Brasileira mais ao norte do Brasil reflete antigos imperativos geopolíticos de controle e negação do uso do mar. O presente artigo visa refletir sobre as implicações geopolíticas da criação da segunda esquadra brasileira. Observar-se-á a metodologia qualitativa de análise histórica e revisão bibliográfico-documental, baseada no neorrealismo e na epistemologia weberiana. Apresentar-se-á como resultado uma justificativa para a formação de uma força naval efetivamente brasileira, de tecnologia e controle autóctones.