No Brasil, no período de 2000 ate junho de 2016, foram notificadas 99.804 gestantes infectadas por HIV. Fator considerado, um relevante problema de saúde pública, pela possível transmissão vertical (TV) do HIV. Com a introdução da terapia antirretroviral ou HAART (highlyactiveantiretroviraltherapy), estudos evidenciaram que o tratamento é eficaz para o controle da doença, melhoria da qualidade de vida e diminuição da transmissão do vírus, entretanto a amamentação é contra-indicada. Sabe-se que o aleitamento materno exclusivo é recomendado até os seis primeiros meses de vida sendo considerado o modo mais natural e seguro de alimentação para o neonato, possui uma influência biológica e emocional sem igual sobre a saúde tanto de mães quanto de crianças. Assim, objetivou-se neste estudo conhecer as peculiaridades apontadas pela literatura sobre os sentimentos, motivações e desafios das mães, com sorologia positiva para o HIV diante da impossibilidade de amamentar. Tratou-se de um estudo descritivo, realizado por meio, de uma revisão integrativa de literatura com abordagem qualitativa, nas bases de dados SciELO (Scientific Eletronic Library Online), Bireme (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde). A amostra foi composta por 05 artigos após seleção criteriosa, utilizando-se dos seguintes descritores: “aleitamento materno; HIV; saúde da mulher”; além de critérios de inclusão (artigos publicados nos últimos 10 anos; relacionados ao tema e escritos em língua portuguesa) e exclusão (artigos repetidos em mais de uma base de dados, artigos que após leitura minuciosa tenha-se identificado que não eram compatíveis com o tema). Os artigos foram submetidos à análise conteúdo, temática, com seleção de citações, descrições ou conceitos de interesse inerente ao tema. Os elementos forem descritos em categorias que dizem respeito, essencialmente, ao receio de revelar o diagnóstico que reside no temor quanto ao julgamento social, à humilhação por serem portadoras do vírus HIV; a tristeza, desespero, frustração, negação, culpa e solidão, afastamento da família e do trabalho; além dos medos da dor, morte, e de transmitir doença para a criança ao amamentar. Conclui-se que esses sentimentos precisam ser percebidos pela equipe que presta assistência, no sentido de planejar ações que venham minimizá-los. Sendo assim, aponta-se uma percepção para além do biológico, relacionando a complexidade da situação e a necessidade de ampliação da visão do pesquisador e dos profissionais da área da saúde, de forma a, proporcionar um atendimento digno e humanizado a essas mulheres.