Objetivo: analisar a prevalência e a mortalidade dos casos de amebíase no Brasil entre 2011 e 2022, utilizando dados epidemiológicos para identificar tendências temporais e avaliar intervenções e aprimoramentos no controle da doença. Métodos: estudo epidemiológico transversal, observacional e descritivo, realizado mediante coleta de dados no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) vinculado ao DATASUS, segundo as variáveis de processamento do estado nos anos de 2011 a 2022 em relação aos diagnósticos de amebíase. Resultados: a incidência de amebíase apresentou uma redução gradual de 13,42% entre 2011 e 2022. As regiões Norte e Nordeste registraram as maiores taxas de incidência, ao passo que as regiões Sul e Sudeste apresentaram índices mais baixos. Em relação à distribuição, crianças e adolescentes, especialmente na faixa etária de 1 a 4 anos (30,5%), foram os mais acometidos pela infecção, enquanto a mortalidade mostrou-se mais elevada entre idosos (34,6%) com 80 anos ou mais. Quanto ao saneamento, as áreas urbanas evidenciaram uma maior cobertura de esgotamento sanitário, com destaque para as regiões Sudeste e Sul. Conclusão: investimentos em uma abordagem intersetorial que contemple melhorias na infraestrutura de saneamento, promoção de educação em saúde e políticas públicas direcionadas às regiões e às populações mais afetadas são essenciais para o controle da doença e para promover um ambiente mais seguro e sustentável para a saúde pública brasileira.
Objective: To analyze the prevalence and mortality of amebiasis cases in Brazil from 2011 to 2022, using epidemiological data to identify temporal trends and assess interventions and improvements in disease control. Methods: This is a cross-sectional, observational, descriptive epidemiological study, conducted through data collection from the Hospital Information System of SUS (SIH/SUS) linked to DATASUS, based on state-level processing variables from 2011 to 2022 concerning amebiasis diagnoses. Results: The incidence of amebiasis showed a gradual reduction (13.42%) between 2011 and 2022. The North and Northeast regions recorded the highest incidence rates, while the South and Southeast regions presented lower rates. In terms of age distribution, children and adolescents, particularly those aged 1 to 4 years, were the most affected by the infection (30.5%), whereas mortality was highest among elderly individuals aged 80 years or older (34.6%). Regarding sanitation, urban areas demonstrated greater sewage coverage, with a notable advantage in the Southeast and South regions. Conclusion: Investments in an intersectoral approach that includes improvements in sanitation infrastructure, health education promotion, and public policies targeted at the most affected regions and populations are essential for disease control and to foster a safer and more sustainable environment for public health in Brazil.