Apresento um ensaio-manifesto-científico contrário ao avanço das políticas governamentais de extrema direta que têm ocupado o cenário educacional posterior a 2016. Pretendo ir na contramão das conspirações do ódio vociferado por cada pessoa-conservadora-extremista exterior à escola cujo objetivo é atacar a autonomia docente e a liberdade de ensinar. É impossível crer em um estilo único de existência cisheterocêntrico-branco-rico, sobretudo na divulgação desse modelo no ambiente escolar. Para contribuir com o enfrentamento de tais retrocessos, apresento os resultados de um projeto de pesquisa, realizado entre 2019 e 2021, com um viés de abordagem pós-crítica e decolonial das pesquisas em educação. Foi realizado um estado da arte com o enfoque da pesquisa bibliográfica nas seguintes plataformas: Banco de dissertações e teses do CAPES; Biblioteca digital do IBICT e Google acadêmico, nos meses de março e abril de 2021, para inventariar o uso da interseccionalidade pela professorada e alunada na educação básica. Como conclusão, observo docentes e discentes da educação básica não se apagando do processo formativo, pensando no uso da interseccionalidade como uma possibilidade de valorização de suas diferenças e na aprendizagem de práticas que levam a observar relações de poder por meio de opressões, violências e precariedades que os afetam.