Lesbianidade Política na Bahia: que ginga é essa?

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Lesbianidade Política na Bahia: que ginga é essa?

Ano: 2018 | Volume: 4 | Número: 2
Autores: Z. P. da Silva
Autor Correspondente: Z. P. da Silva | eidepaivasilva@gmail.com

Palavras-chave: Lesbianidade Política. Organizações Lésbicas. Bahia. Comunidade de Práticas.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Reconhecendo a lesbianidade como ato de resistência (CLARKE, 1990), tomo as organizações lésbicas como objeto de estudo, apreendendo a experiência (SCOTT, 1998) como ponto de partida dessa reflexão. Situada no campo dos estudos feministas de gênero e sexualidade, reconheço que todo conhecimento é localizado (HARAWAY, 1995) e percebo a ginga como produção de conhecimento feminista (ARAUJO, 2015). Orientada pelo paradigma feminista “o Pessoal é Político” e pelos paradigmas “Exu” e “América Latina”, meu propósito neste texto é apresentar dimensões histórica, política e cognitiva das organizações lésbicas da Bahia que se reconhecem e são reconhecidas como expressões dos novos movimentos sociais (GOHN, 2012). O trabalho reconhece a lesbianidade política na Bahia como ginga pela (re)existência lésbica, uma luta iniciada na capital baiana no tempo da ditadura militar, e sugere que, a partir dos anos 2000, a ginga lésbica se expandiu em rede, seguindo em “continuum lésbico” (RICH,1980) pela região metropolitana de Salvador e interior do Estado. Sem nenhuma pretensão de verdade, ressalto que este é um saber militante (MERHY,2008) - reflexões de uma sujeita implicada que se pretende epistêmica.