Esta pesquisa pretende discute o lúdico como um espaço/tempo de aprendizagem e desenvolvimento e tem como ponto de partida a seguinte questão: Como a ludicidade e a infância são percebidos/concebidos pelos professores em uma prática pedagógica disciplinar e transdisciplinar e de que forma isso determina como esses professores olham para as crianças que constituem a infância presente em suas salas de aula? Essa problemática nos conduziu em um processo investigativo que nos levou a compreender, de modo geral, de que modo a ludicidade é concebida em uma prática pedagógica com crianças numa perspectiva disciplinar e numa perspectiva transdisciplinar e, de que forma, os desdobramentos dessa concepção influenciam o olhar do professor para a criança e a infância na busca por uma docência saudável. Para alcançarmos nossos objetivos estudamos os fundamentos epistemológicos presentes na abordagem disciplinar e na abordagem transdisciplinar relacionadas à prática pedagógica com crianças; analisamos a compreensão/percepção que as professoras, em suas práticas pedagógicas, possuem sobre infância e ludicidade; relacionamos a compreensão/percepção dessas professoras sobre infância e ludicidade com suas práticas pedagógicas, considerando a seguinte variável: professor/aluno; refletimos como uma sala de aula pode ser amorosa, empática compassiva, por fim, lúdica. Esta pesquisa e seus resultados nos permite e nos convida a discutir novos caminhos para tornar a escola um lugar que desperte o sentimento de pertencimento nas crianças e estimule a prática de uma docência saudável. A investigação, de tipo etnográfico, se deu através de três procedimentos, foram eles: observação participante, entrevistas semiestruturadas e análise documental. Os sujeitos são professoras que atuam em turmas de 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental.