Mestiçagem: uma categoria teórico-política para os feminismos latino-americanos – entrevista com María Luisa Femenías

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Mestiçagem: uma categoria teórico-política para os feminismos latino-americanos – entrevista com María Luisa Femenías

Ano: 2018 | Volume: 4 | Número: 3
Autores: M. Guzzo, I. Fonseca
Autor Correspondente: M. Guzzo | morganiguzzo@gmail.com

Palavras-chave: Gênero, Feminismos, América Latina, Mestiçagem

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

No primeiro quadrimestre de 2007, a filósofa feminista argentina María Luisa Femenías publicava o artigo Esbozo de un feminismo latinoamericano, onde constava o seguinte questionamento: existe um feminismo latino-americano? Dez anos depois, encontramos a filósofa durante o 13º Mundo de Mulheres & Seminário Internacional Fazendo Gênero 11, que aconteceu na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, entre os dias 30 de julho e 04 de agosto de 2017, onde ela aceitou nos conceder esta entrevista. Nossa conversa versou sobre a atualidade de seu texto publicado em 2007, a importância de um pensamento e ação localizados e os desafios dos movimentos e das teorias feministas frente ao contexto de crise econômica e avanço de valores conservadores, principalmente nos países latino-americanos e caribenhos na contemporaneidade. Na conversa, Femenías retoma a potência da categoria mestiçagem como recurso teórico-político de coalisão entre as mulheres num momento em que a defesa dos processos democráticos exige a união. A filósofa também tratou sobre a importância dos saberes situados na construção de teorias feministas ancoradas nas múltiplas realidades. Além disso, falou das dificuldades de circulação das teorias feministas e dos estudos de gênero produzidos em contextos “do Sul” onde, pela geopolítica do conhecimento, estes campos e saberes ainda são subalternizados.