Este trabalho analisa os efeitos do Programa Bolsa Família (PBF) na inserção no mercado de trabalho e na mobilidade social dos beneficiários, considerando a perspectiva da neurociência e das políticas, sociais e econômicas. O objetivo é compreender de que forma a exposição prolongada ao programa pode influenciar a motivação, a neuroplasticidade e a capacidade de autonomia econômica dos participantes, fornecendo subsídios para o aprimoramento de políticas públicas mais eficazes e sustentáveis. A pesquisa baseou-se na busca, seleção e síntese de artigos e obras que interligam as Ciências Sociais e a Neurociência, utilizando contribuições de autores como Amartya Sen, Martha Nussbaum, Pierre Bourdieu, Anthony Downs, Pitirim Sorokin e António Damásio, com o objetivo de sintetizar as lacunas existentes. Os resultados apontam que, embora o PBF seja fundamental para a mitigação imediata da pobreza, sua eficácia na promoção da mobilidade social e da inclusão produtiva é limitada, especialmente quando considerado sob a ótica neurocientífica da motivação e da plasticidade cerebral. Conclui-se que o aprimoramento do programa exige a integração entre políticas de transferência de renda e estratégias de desenvolvimento humano e cognitivo, duradouro.