O objetivo deste artigo é realizar uma narrativa empírico-contextual sobre o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco a partir da análise de conteúdo de seus discursos descrevendo o contexto público-político, as características e as relações entre as variáveis para chegar no teórico, utilizando o método jurídico-sociológico. Considera-se que o campo político é historicamente masculino, branco, burguês e excludente das vozes das “subalternas” e a escolha do caso é justificada pela motivação do crime, vez que aquele assassinato significa o silenciamento de sua voz. O contexto de desenvolvimento da pesquisa se inicia no ano de 2017, no Brasil, ano em que a vereadora assumiu sua mandata. Analisa-se a contribuição do conceito de Fraser (paridade de participação) para a promoção de espaços mais dialógicos e democráticos a partir do reconhecimento das sujeitas subalternas como iguais participantes na ordem social.