Este trabalho tem por objetivo delinear o cenário das pesquisas científicas sobre jornalistas negras e/ou jornalistas mulheres na mídia, agrupando o contexto de gênero e raça nos espaços midiáticos, como principal ponto de referência investigativa. Propõe-se ainda ser uma atualização/continuidade das discussões propostas por Tomazetti, que investigou as dissidências genealógicas sobre os estudos de gênero no campo da comunicação no qual verificamos não abranger, especificamente, jornalistas (sob a ótica de gênero e raça), mas atenta-se para novas problematizações. Por esse motivo, sucedeu-se um breve levantamento das pesquisas desenvolvidas em teses e dissertações em Programas de Pós-Graduação em Comunicação e Jornalismo, entre os anos de 2015 e 2023 no Brasil. Os dados foram coletados no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Para os devidos fins, empregamos o método da Análise de Conteúdo, a partir das orientações de Bardin, que visa obter, categoricamente, a descrição do conteúdo e a exploração do material a ser analisado. Constata-se a presença de quatro teses e dezesseis dissertações que se aproximam do objetivo proposto. Em suma, verificou-se que pesquisas sobre jornalistas mulheres ainda estão ratificadas em torno do objeto analítico apenas do gênero. Concluímos que apenas uma pesquisa, defendida no mestrado profissional em jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, analisa, de fato, jornalistas negras na mídia, sem a conjuntura somente do gênero ou apenas da raça. Patenteia-se, por assim dizer, a urgência acerca deste objeto nas pesquisas de pós-graduação no país.