O objetivo deste estudo foi compreender os mecanismos fisiológicos e bioquímicos da tolerância à seca em genótipos contrastantes de feijão-caupi. O experimento foi conduzido em casa de vegetação na Universidade Federal do Ceará, Estado do Ceará, Brasil. Um genótipo de feijão-caupi tolerante ao estresse (Pingo de Ouro 1.2) e sensível (Santo Inácio) foi cultivado sob irrigação total (controle), déficit hídrico moderado, déficit hídrico grave e re-irrigação após déficit hídrico grave para estudar seus mecanismos de tolerância à seca. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 4×2, com cinco repetições. Os fatores corresponderam aos regimes de irrigação e genótipos. Os resultados indicaram que os principais mecanismos de tolerância à seca no feijão-caupi incluem maior potencial hídrico foliar e taxa de transporte de elétrons em condições de déficit hídrico severo. Além disso, a manutenção do teor de clorofila, aumento do teor de carboidratos e aminoácidos nas folhas para ajuste osmótico, menor dano à membrana celular e maior capacidade de recuperação após a reidratação foram observados como os principais mecanismos. Portanto, o Pingo de Ouro 1.2 foi mais tolerante ao estresse hídrico.
The objective of this study was to understand the physiological and biochemical mechanisms of drought tolerance in contrasting cowpea genotypes. The experiment was carried out in a greenhouse at the Federal University of Ceará, State of Ceará, Brazil. A stress-tolerant (Pingo de Ouro 1.2) and sensitive (Santo Inácio) cowpea genotype was grown under total irrigation (control), moderate water deficit, severe water deficit and re-irrigation after severe water deficit to study its mechanisms of water drought tolerance. The experimental design was completely randomized in a 4×2 factorial scheme, with five replications. The factors corresponded to irrigation regimes and genotypes. The results indicated that the main mechanisms of drought tolerance in cowpea include greater leaf water potential and electron transport rate under conditions of severe water deficit. In addition, maintaining the chlorophyll content, increasing the content of carbohydrates and amino acids in the leaves for osmotic adjustment, less damage to the cell membrane and greater recovery capacity after rehydration were observed as the main mechanisms. Therefore, Pingo de Ouro 1.2 was more tolerant of water stress.