A ideia mais simples indica que a vida social, econômica, os registros bancários, nossa imersão cultural, a comunicação que recebemos, os nossos dados de educação e de saúde pública (os remédios que compramos), toda a nossa institucionalidade (o famoso RG, o CPF, os registros da carteira de trabalho), os e-mails de docentes de universidades federais – com sua base no Google –, e até mesmo a urna eletrônica, tudo isso passa por alguma plataforma digital.
Portanto, não estamos invisíveis, e seremos ainda mais avistados quanto mais entrarmos neste “circuito digital”. Aliás, o próprio Whatsapp emitiu um aviso para administradores de grupos ativarem um comando de privacidade, para que a IA não “pescasse” as conversas.
Isso revela a venda de nossos dados digitais (pegadas) para empresas de marketing que irão, em seguida, repassar para nós mensagens publicitárias. E há mais, no sentido de que nossos dados, estão alimentando extensas bases de dados (internacionalizadas) e, assim, estamos nos inserindo (meio gratuitamente, como “servos voluntários”, diria Bauman) numa rede, malha digital que nos vigia e controla – sempre a serviço das Big Techs, as empresas bilionárias de controle digital, como a Amazom, o Google, a Microsoft, a Meta. Nosso texto apresenta cinco leituras básicas e complementares sobre esse tema.