POLÍTICAS LINGUÍSTICAS E O (RE)NASCIMENTO DAS LÍNGUAS

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

POLÍTICAS LINGUÍSTICAS E O (RE)NASCIMENTO DAS LÍNGUAS

Ano: 2026 | Volume: 3 | Número: 4
Autores: William Jônatas Vidal Coutinho, Maria João Marçalo, Cristiano Severo Figueiró
Autor Correspondente: William Jônatas Vidal Coutinho | contato@revistaowl.com.br

Palavras-chave: Identidade Linguística, Legislação, Línguas de Sinais, Política Linguística, Português

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O estudo argumenta que as políticas públicas e a legislação, para além dos fatores cognitivos das línguas, são determinantes no (não) reconhecimento social de um sistema como variedade de uma mesma língua ou como sistema independente. A discussão parte do texto Línguas e direitos linguísticos em Portugal: um panorama da legislação vigente, de Figueira Cardoso, Grzegorczyk e Marçalo (2025), que analisa a legislação vigente sobre as línguas protegidas em Portugal, com foco no reconhecimento do mirandês, do barranquenho e da Língua Gestual Portuguesa (LGP). O objetivo é explorar, a partir das ideias dos autores, como o reconhecimento linguístico de variantes do português, como o português brasileiro, se relaciona com questões sociopolíticas, culturais e jurídicas, além de refletir sobre os processos que envolvem a oficialização de uma língua. A revisão da literatura se justifica pela importância de compreender como a política e os movimentos identitários moldam o status das línguas, e questiona a permanência da visão do português brasileiro como uma "variedade", mesmo com suas diferenças fonológicas, morfológicas e sintáticas em relação ao português europeu. Os resultados indicam que o reconhecimento de línguas depende de contextos sociopolíticos e de movimentos identitários, sendo um processo gradual que envolve tanto o apoio estatal quanto a participação da comunidade. Conclui-se que o reconhecimento linguístico não é apenas uma questão estrutural, mas também de identidade e poder, e que o português brasileiro poderia ser visto como uma língua distinta, caso haja o movimento político necessário para consolidá-lo em termos legais e culturais.