Este artigo discute a emergência de uma abordagem “vivente” ou “escrevivente” da História do Direito, impulsionada por jovens pesquisadoras e pesquisadores que buscam metodologias historiográficas capazes de partir de suas próprias experiências, ancestralidades, afetos e posicionamentos políticos. A pesquisa dialoga com duas referências centrais: a História Vivente, desenvolvida por historiadoras da Comunidade de História Vivente (Itália), e a Escrevivência, conceito formulado por Conceição Evaristo a partir da escrita de mulheres negras brasileiras. Ambas propõem formas alternativas de narrar e produzir conhecimento a partir da experiência, questionando epistemologias dominantes e abrindo espaço para outras formas de contar a História do Direito. Em oposição ao paradigma tradicional da historiografia jurídica, marcado pela objetividade e pelo distanciamento entre sujeito e objeto, essa abordagem incorpora uma virada epistemológica que reconhece a presença do Direito e da História nos corpos e vivências no presente.
This article discusses the emergence of a "vivente" or "escrevivente" approach to Legal History, driven by young researchers seeking historiographical methodologies that allow them to start from their own experiences, ancestralities, affections, and political positions. The research engages with two central references: História Vivente, developed by historians from the Comunidad de Historia Vivente (Italy), and Escrevivência, a concept formulated by Conceição Evaristo based on the writings of Black Brazilian women. Both propose alternative ways of narrating and producing knowledge through experience, challenging dominant epistemologies and opening space for new ways of telling the Legal History. In opposition to the traditional paradigm of legal historiography—marked by objectivity and the distancing between subject and object—this approach incorporates an epistemological shift that acknowledges the presence of Law and History in bodies and lived experiences in the present.
Este artículo discute la emergencia de un abordaje “viviente” o “escrevivente” de la Historia del Derecho, impulsado por jóvenes investigadoras e investigadores que buscan metodologías historiográficas capaces de partir de sus propias experiencias, ancestralidades, afectos y posicionamientos políticos. La investigación dialoga con dos referencias centrales: la Historia Viviente, desarrollada por historiadoras de la Comunidad de Historia Viviente (Italia), y la Escrevivência, concepto formulado por ConceiçãoEvaristo a partir de la escritura de mujeres negras brasileñas. Ambas proponen formas alternativas de narrar y producir conocimiento a partir de la experiencia, cuestionando epistemologías dominantes y abriendo espacio para otras formas de contar la Historia del Derecho. En oposición al paradigma tradicional de la historiografía jurídica, marcado por la objetividad y el distanciamiento entre sujeto y objeto, este abordaje incorpora un giro epistemológico que reconoce la presencia del Derecho y de la Historia en los cuerpos y vivencias en el presente.