Em Anatomia, variação anatômica é um desvio da morfologia normal de um órgão ou estrutura de um indivíduo que não traz prejuízo à função, podendo ocorrer interna ou externamente. Um dos segmentos do corpo que apresenta grande variabilidade de suas estruturas é o crânio, inclusive sendo muito utilizado no estudo do dimorfismo sexual em Antropologia Forense. O objetivo do nosso estudo foi verificar a prevalência do forame parietal em crânios secos de adultos e relacionar com o sexo. Para o nosso estudo foram utilizados 485 crânios secos de adultos, sendo 185 do sexo feminino e 300 do sexo masculino. Dos 485 crânios analisados, 33,40% não apresentaram forames, sendo que 32,16% apresentaram o padrão bilateral e 34,44% o unilateral, havendo um certo equilíbrio. Dos 300 crânios do sexo masculino, 30,33% não apresentaram forames, 34,33% apresentaram-se bilaterais e 35,34% unilaterais. No sexo feminino, dos 185 crânios, 3m 38,38% estavam ausentes, 28,65% bilaterais e 32,97% unilaterais. Diante do exposto faz-se necessário a realização de mais estudos em nossa população, devido à grande área territorial do Brasil e a grande miscigenação existente.