Nos últimos anos, o envolvimento ativo dos estudantes no ensino superior tornou-se mais relevante, especialmente no incentivo a uma cultura de empreendedorismo nas universidades. As exigências da sociedade e do mercado de trabalho em constante mudança tornaram a instituição universitária um ambiente para desenvolver a crítica, a criatividade e o envolvimento. Nesse sentido, o empreendedorismo vai além da atividade comercial, está embutido no conceito de autonomia, inovação e responsabilidade social. Os estudantes não permanecem mais como expectadores do conhecimento, mas participam do aprendizado. Portanto, o protagonismo estudantil já é o centro do discurso educacional contemporâneo. Este estudo qualitativo e bibliográfico se baseia nas teorias de autores como Paulo Freire, José Carlos Libâneo, David Kolb, Henry Etzkowitz e Fernando Dolabela. As obras desses autores discutem a educação libertadora, o aprendizado prático, as universidades empreendedoras e seu desenvolvimento humano. O estudo objetiva compreender a relação entre o protagonismo do estudante e o desenvolvimento de uma cultura empreendedora nas universidades, observando os estudantes como sujeitos ativos na produção de conhecimento, na realização de práticas inovadoras e na mudança do modo de fazer acadêmico e da sociedade.Os achados indica que determinadas metodologias pedagógicas que incentivam o engajamento, a autodeterminação e a proatividade do corpo discente são fundamentais para criar um ambiente acadêmico marcado pela inovação. Nota-se que os discentes se engajam mais e desenvolvem competências associadas ao pensamento crítico e criativo. Portanto, conceder aos professores o protagonismo é não apenas promover melhoria no aprendizado, mas mudar o papel da universidade na formação de indivíduos capacitados para a atuação na sociedade. Isso também se afirma como algo relevante para modificar a maneira como o ensino superior inova na Educação.