O presente estudo tem como papel apresentar as interfaces da psicologia jurídica no processo de adoção, abordando de que forma o profissional pode atuar juntamente com os operadores de direito nos aspectos psicossociais e jurídicos, a fim de compreender o indivíduo em sua subjetividade, e as novas configurações familiares. A pesquisa tem como relevância a forma como a adoção pode amparar crianças e adolescentes que se encontram vulneráveis de um lar familiar a construir mutuamente o vínculo com a família que pretendem o adotar. Assim sendo, importante destacar o papel do psicólogo na construção desse vínculo, afim de avaliar, mediar conflitos e até mesmo auxiliar os pais a desempenharem o papel de zelar e proteger os direitos fundamentais dessas crianças e adolescentes, assim como ajudar na compreensão da nova dinâmica familiar, de maneira a aceitarem os filhos pelo que são e não pela idealização do que buscam. Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica de caráter exploratório e qualitativo, que utiliza-se de sites e revistas como Scielo, PubSaúde entre outras revistas digitais.Conclui-se ainda, que a psicologia e sua atuação no contexto jurídico tem fundamental importância na construção de vínculo, apoio emocional e na idealização de ambas as partes no processo de adoção.