O envelhecimento populacional impõe desafios crescentes à organização do cuidado, sobretudo no contexto domiciliar, onde a complexidade das demandas físicas, cognitivas, emocionais e sociais tende a se intensificar ao longo da velhice. A presença de condições crônicas, limitações funcionais, risco de quedas, uso contínuo de múltiplos medicamentos e, em alguns casos, demência, amplia a dependência das pessoas idosas em relação à rede de apoio familiar, tornando o cuidado progressivamente mais complexo. Analisar, a partir da literatura científica, como a complexidade do cuidado no envelhecimento se articula às redes de apoio familiar e social e quais são as implicações para a formulação de políticas públicas voltadas ao suporte às pessoas idosas e seus cuidadores. Foi realizado uma revisão integrativa qualitativa realizada no portal de periódicos da CAPES, utilizando combinações dos descritores “Social Support OR Family Support OR Informal Care AND Family AND Family Relations”, sem delimitação temporal. Estudos de revisão que abordaram o cuidado no envelhecimento, o papel das famílias, a gestão de medicamentos, a prevenção de quedas, o apoio emocional e a vivência de cuidadores informais. Os resultados mostram que a família é o eixo central do cuidado a pessoas idosas, assumindo responsabilidades complexas e contínuas que vão além do suporte emocional, incluindo gestão de saúde, medicamentos e segurança do lar. Essa dedicação intensa, muitas vezes exercida por mulheres e sem apoio institucional adequado, gera sobrecarga física, emocional e social, colocando os cuidadores em situação de vulnerabilidade. Além disso, a exploração financeira e patrimonial de idosos, especialmente mulheres dependentes, evidencia a necessidade de políticas públicas eficazes que protejam tanto quem recebe quanto quem oferece o cuidado, garantindo um envelhecimento digno e seguro. As considerações finais demonstra que cuidar de pessoas idosas é uma tarefa complexa, com a família no centro desse cuidado. Os cuidadores, principalmente mulheres, enfrentam sobrecarga física, emocional e social, muitas vezes sem reconhecimento. A vulnerabilidade dos idosos, incluindo riscos financeiros e violência patrimonial, reforça que o cuidado acontece em um contexto de desigualdades. Políticas públicas isoladas não bastam; é preciso integrar saúde, assistência social e suporte à família.