O desenvolvimento de experiências com esporte adaptado, no contexto educacional, é relativamente recente, mas apresenta grande potencial de expansão, sobretudo, diante dos efeitos positivos já observados na inclusão. Este estudo tem como objetivo analisar as percepções de profissionais da educação especial a partir da experimentação de modalidades de esporte adaptado, configurando essa prática como um elemento social e cultural capaz de ampliar o diálogo sobre as adaptações necessárias para a efetivação de práticas pedagógicas inclusivas. Trata-se de um estudo qualitativo, de caráter exploratório, desenvolvido no âmbito de uma pesquisa de doutorado. Realizou-se um grupo focal com 22 profissionais (apoio escolar, professores regentes e do Atendimento Educacional Especializado) do Ensino Fundamental do Coluni-UFF, após a vivência prática em duas modalidades de esporte adaptado, com debate estruturado nos 30 minutos finais. A análise revelou que a experiência foi percebida pelos participantes como: (1) uma simulação temporária de impedimento; (2) uma tomada de consciência sobre os desafios enfrentados pela pessoa com deficiência; (3) a importância da confiança e da acessibilidade como meios; (4) um momento de apreensão inicial, seguido de (5) uma sensibilização profunda quanto à diversidade de possibilidades proporcionada pelas modalidades adaptadas. O estudo evidencia para a relevância da experimentação de atividades corporais direta para a formação e sensibilização de professores da Educação Especial, argumentando que vivências pedagógicas com esporte adaptado podem se integrar ao cotidiano educacional, ampliando o repertório e o olhar para a diversidade funcional. Tendo em vista que essas experiências contribuem para ampliar o repertório e o olhar desses profissionais sobre as múltiplas dimensões da diversidade, atuando como potentes ferramentas de apoio à inclusão escolar.