Aborto é a interrupção da gravidez até a 20-22ª semana de gestação, com o feto pesando menos de 500g, sendo espontâneo ou provocado. O aborto inseguro é realizado por indivíduos não habilitados, ocorrendo mais em em países com leis restritivas. Entre 2010-2014, 25,1 milhões de abortos ocorreram no mundo e 97% deles em países em desenvolvimento. Nosso objetivo é analisar as repercussões biopsicossociais do aborto no contexto da clandestinidade na vida e saúde das mulheres. Através da revisão narrativa, realizou-se busca bibliográfica nas bases de dados LILACS, BDENF, MEDLINE/PubMED e SciELO, utilizando um recorte temporal de cinco anos. Obtivemos uma amostra de doze artigos, onde foi possível observar as repercussões físicas, como sepse e morte; o que foi mais percebido por mulheres que vivem em países religiosos e que não obtiveram apoio da família, assim como sentimentos negativos estão atrelados ao suporte emocional. Os resultados apontam que, as repercussões do aborto, se manifestam de forma dinâmica, de acordo com a individualidade da mulher, porém ligados entre si. É necessário mais estudos abordando a temática, ainda mais em países com leis restritivas.