Este estudo analisa o processo de representação dos agricultores familiares em espaços
institucionais de participação social, realizado através de uma pesquisa desenvolvida junto aos
Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural de Itapejara d’Oeste e Vitorino e junto ao Grupo
Gestor do Território Sudoeste do Paraná. Esses espaços, oriundos do processo de descentralização
das instituições do Estado e da aposta na aproximação da sociedade civil com a gestão estatal,
determinam o surgimento de um processo diferenciado de representação, protagonizados pelos
representantes dos diferentes grupos sociais que atuam nesses espaços. A representação é
analisada a partir de duas dimensões: a representatividade e a capacidade de intervenção destes
representantes nos diferentes espaços. A pesquisa demonstra que diferentes configurações dos
espaços, trajetórias dos representantes e trajetórias associativas dos municÃpios e da região alteram
o processo de representação a partir da distinção dos perfis dos representantes, das formas de
relacionamento dos representantes com os representados e na forma como os próprios espaços
institucionais de participação social se identificam com as conformações associativas dos
agricultores familiares no território.
This study aims to present a research on the representation of family farmers process at
institutional spaces of social participation. Data were obtained from City Council for Rural
Development of Itapejara d’Oeste and Vitorino and Management Group of Southwest Territory of
Paraná. These spaces, which are institutional spaces originated from the process of decentralization
of state institutions and effort to develop civil society participation in state management, determine
the emergence of a differentiated process of representation, played by representatives of different
social groups present in these spaces. The representation is analysed considering two dimensions:
the representatives representativeness and the representatives ability to intervene in the several
spaces. The research shows that different configurations of spaces, trajectories of representatives
and associative trajectories of municipalities and region alter the process of representation from the
distinction of the profiles of the representatives, the forms of relationship between representatives
and the represented and how their own institutional spaces of social participation are identified
with the associative conformations of family farmers in the territory.