Este artigo objetiva compreender as motivações que levaram as mulheres trabalhadoras rurais nordestinas a se organizarem em movimentos sociais enfatizando a importância da representação social de grupo, incorporado pelo movimento, além de discutir como as vivências no Movimento de Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MMTR-NE), influenciam nas inter-relações sociais dessas mulheres. Este estudo foi realizado de forma qualitativa, cujos dados foram gerados, por meio da técnica de Desenho Estória-Tema (DET). Participaram do estudo 31 mulheres, entre janeiro e março de 2021. A pesquisa que gerou este artigo emergiu da tese de doutorado, realizada no âmbito da Universidade Federal da Bahia, no Programa de Pós graduação em Enfermagem e saúde e foi aprovada pelo CEP/UFBA com CAAE nº: 37002720.1.0000.5531. Foram criadas empiricamente duas categorias denominadas: Movimento de Trabalhadoras Rurais do Nordeste: A luta por um espaço feminino onde o patriarcado criou o estereótipo do “cabra macho” e Lideranças femininas integrantes de movimentos sociais: A luta por um poder socialmente aceitável. Após análise evidenciou-se que o MMTR-NE, respeita às perspectivas sociais de representação, e não se rendeu às idiossincrasias dos sindicatos. Apesar das insignes dificuldades o empoderamento feminino reconhecido nas integrantes desse movimento tem imensa potencialidade de transformações das relações sociais desiguais.