Objetivo: identificar a distribuição e a autocorrelação espacial dos nascidos vivos de mães em idade materna avançada. Métodos: estudo ecológico, com dados do Sistema de Informação de Nascidos Vivos e estimativas populacionais. Analisaram-se nascimentos considerando a idade materna avançada (≥35 anos) no Brasil e suas regiões de saúde, no período de 2016 a 2023. As taxas foram calculadas por quadriênio, e a distribuição espacial foi realizada por meio do método de quebras naturais. A autocorrelação espacial foi avaliada com os índices de Moran, identificando padrões de clusters. Resultados: analisaram-se 3.531.207 nascimentos de crianças cujas mães possuíam idade igual ou superior a 35 anos. A região Norte do Brasil apresentou as taxas mais elevadas de nascimentos de gestações em idade materna avançada. O índice global de Moran foi significativo em todos os períodos, confirmando a existência de autocorrelação espacial. Conclusão: a análise espacial evidenciou disparidades territoriais, reforçando a utilidade dos clusters do Índice de Moran para a compreensão da distribuição da gestação em idade materna avançada. Contribuições para a prática: os achados orientam ações de planejamento reprodutivo, pré-natal e a formulação de políticas públicas direcionadas às desigualdades territoriais relacionadas à gestação em idade materna avançada.
Objective: to identify the spatial distribution and autocorrelation of live births among mothers with advanced maternal age. Methods: ecological study using data from the Live Birth Information System and population estimates. Births were analyzed considering advanced maternal age (≥35 years) in Brazil and its health regions from 2016 to 2023. Rates were calculated by quadrennium, and the spatial distribution was determined through natural breaks. Spatial autocorrelation was assessed using Moran’s indices to identify cluster patterns. Results: a total of 3,531,207 births from mothers aged 35 years or older were analyzed. The Northern region of Brazil presented the highest rates of births from pregnancies at advanced maternal age. The global Moran’s index was significant in all periods, confirming spatial autocorrelation. Conclusion: spatial analysis revealed territorial disparities, highlighting the usefulness of Moran’s index clusters for understanding the distribution of pregnancies at advanced maternal age. Contributions to practice: the findings guide reproductive planning, prenatal care, and the formulation of public policies addressing territorial inequalities related to pregnancies at advanced maternal age.