SUBJETIVIDADE EM TRÂNSITO: SENTIDO E IDENTIDADE NA ERA DA UBERIZAÇÃO

Pensar Acadêmico

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ISSN: 18086136
Editor Chefe: Arthur Zanuti Franklin
Início Publicação: 30/06/2011
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias, Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Engenharias, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

SUBJETIVIDADE EM TRÂNSITO: SENTIDO E IDENTIDADE NA ERA DA UBERIZAÇÃO

Ano: 2025 | Volume: 23 | Número: 4
Autores: José Vitor da Silva Soares, Rita de Cássia Martins de Oliveira Ventura, Kesley Gonçalves Bertany
Autor Correspondente: José Vitor da Silva Soares | 2210596@sempre.unifacig.edu.br

Palavras-chave: Sentido, Trabalho, Identidade, Plataformas Digitais, Precarização

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este trabalho buscou conhecer as vivências de motoristas de aplicativos, explorando como sua atuação em plataformas digitais afeta a construção de sua identidade e as diferentes percepções a respeito do sentido do trabalho. Frente às diferentes transformações do trabalho e o avanço da informalidade e da precarização das relações laborais, compreende-se que esses fatores impactam de alguma forma os sujeitos para além da lógica econômica atingindo a sua subjetividade. A pesquisa tem caráter quantitativo e contou com a participação de 20 trabalhadores. Para a coleta de dados utilizou-se de questionários, já validados, formatados no Google Forms e disponibilizados para os respondentes de forma online.  Para a análise dos dados buscou-se articular contribuições da Psicologia Organizacional e Clínica e, ainda, da Sociologia do Trabalho, oferecendo um olhar mais profundo sobre os impactos psicossociais da chamada plataformização e/ou uberização sem desconsiderar a crescente precarização das relações de trabalho. Os achados revelam que, embora as atividades laborais representem uma importante fonte de sustento, ela carece de centralidade na vida subjetiva dos participantes, revelando sentimentos de invisibilidade, solidão e desgaste emocional. Os dados analisados apontam também que o formato de trabalho centrado nas plataformas digitais não é somente um formato “diferente” de trabalho. Vai além de um modo inclui a invasão sem precedentes do espaço da vida privada associado ao fato de que ele, o motorista, é empreendedor e responsável por si mesmo, ou seja, por tudo e ao mesmo tempo protegido por nada. Mais do que analisar como esse formato de trabalho influencia a relação dos respondentes com o trabalho realizado, essa pesquisa busca provocar inquietações que envolve como formatos mais contemporâneos de trabalho contribuem para construir espaços que reconheça as singularidades humanas que valorizem o vínculo, o pertencimento e o sentido de existir e de produzir?